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Há um verdadeiro descaso com a Segurança, mas o terror tem mais de um culpado

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O último fim de semana em Natal nos deu uma demonstração da nefasta consequência do descaso com a Segurança Pública decorrente de decisões (ou a falta delas) dos governos estadual e federal nos últimos 15 anos.

O natelense viveu 3 dias de terror com dezenas de veículos queimados, a sede da DEGEPOL incendida, secretaria municipal incendiada, explosões dentro de grandes supermercados, toque de recolher, troca de tiros entre policiais e bandidos em avenidas principais… tivemos uma pequena demonstração do que é viver em um ambiente de conflito e desespero.

Infelizmente nossas autoridades políticas, que sucatearam nossas forças policiais (que alguns policiais vão as ruas até mesmo sem colete a prova de balas), estavam mais preocupados em encontrar culpados e manter suas agendas políticas do que permanecer ao lado da população para ajudá-la: o governador Robinson Faria passou todo o fim semana jogando a culpa da insegurança em Natal no prefeito Carlos Eduardo Alves, ao ponto de insistir que o Cap. Styvenson Valetin (a quem ele deixou “morrer” dentro da PMRN) fosse candidato a prefeitura do Natal sob a justificativa que a cidade precisava de segurança. Ao mesmo tempo que, ao ver Natal em chamas, o chefe do executivo estadual estava participando das convenções partidárias lançando seus aliados no pleito deste ano.

E Carlos Eduardo, prefeito de Natal, ao invés de procurar prestar sua contribuição ou mostrar vontade em querer ajudar a resolver o probema (colocando, por exemplo, todo o efetivo da Guarda Municipal nas ruas) preferiu ficar na segurança do seu apartamento em Areia Preta criticando a gestão (ou a falta dela) estadual.

Há um verdadeiro descaso com a Segurança Pública no Rio Grande do Norte, mas o fim de semana de terror que vivemos tem mais de um culpado.

Polícias Militar e Civil desvalorizadas, despreparadas, sucateadas e desmotivadas. Não se trabalhe bem em ambientes que não proporciona o mínimo de motivação e (sic!) segurança: há policiais em nosso estado indo trabalhar sem colete a prova de balas.

A cultura da impunidade, das brechas do código penal, da maioridade penal que criou uma nova classe de bandidos: os menores de 18 anos que sabem que roubarão e matarão, e no dia seguinte estarão livres.

A cultura paternalista e intervencionista do Estado provedor de tudo, inclusive da segurança. Ao retirar da população o direito da autodefesa o Estado tornou possível que somente o Crime tivesse acesso as armas e os meios de proteger o próprio patrimônio e suas famílias. O Estatuto do Desarmamento, que é anti-democrático, trouxe ao Crime a certeza que suas vítimas estarão desarmadas, principalmente aquelas que estavam dentro dos ônibus que eles mandaram descer para queimá-los. Se apenas 10% dos passageiros tivesse uma pistola na cintura, esses bandidos teria descido do ônibus mais furados que uma peneira.

PS: Fui criticado por defender que os agentes de trânsito portassem armas. Mas se eu defendo que todo cidadão tenha porte de armas, por qual motivo os “amarelinhos” não possam ter?

Infelizmente há bem mais razões para que haja tanta violência e insegurança: fugas constantes das penintenciárias, código penal brando, maioridade penal, estatuto do desarmamento, sucateamento das forças policiais, baixo efetivo policial nas ruas, responsabilidade pela segurança centralizada em um único ente federativo (quando deveria ser compartilhada entre famílias e municípios), agressividade de alunos contra professores, tráfico de drogas… as razões são muitas, mas é possível sim revolvermos isso.

  • Revogação total do estatuto do desarmento e livre comércio de armas em todo o território nacional e incentivo fiscal para os agentes públicos. (Responsabilidade: Congresso Nacional)
  • Redução da maioridade penal para, no mínimo, 16 anos. (Responsabilidade: Congresso Nacional)
  • Venda das empresas estatais, fim das secretarias de cultura e de apelo social (quem tem que fazer caridade é a Igreja), redução do efetivo de servidores públicos estaduais, incentivos fiscais para aumentar o investimento privado e consumo, consequentemente aumentar a arrecadação e poder investir nos setores essenciais de responsabilidade do Estado como a Segurança Pública, pavimentação e iluminação. (Responsabildiade: Governo Estadual e Municipal)
  • Gestão escolar feita por instituições militares, ou seja, a militarização das escolas. Essa medida demonstrou excelente eficácia em Goiás e Manaus, onde algumas escolas que foram militarizadas aumentaram seus índices de desempenho acadêmico, aprovação em vestibulares, fim da agressão de alunos contra professores, respeito aos ideais cívicos e o fim da violência e tráfico nas escolas. Tornaram-se verdadeiros centros de excelência educacional. (Responsabildiade: Governo Estadual e Municipal)

É possível?

  • Henrique Eduardo Alves, ex-presidente da Câmara de Deputados e braço direito do presidente interino da República
  • Garibaldi Alves Filho, ex-presidente do Senado Federal e um dos políticos da maior tráfego no Congresso Nacional
  • José Agripino Maia, presidente Nacional do partido que comanda o Ministério da Educação
  • Robinson Faria, um dos poucos goverandores do PSD do ex-prefeito de São Paulo e presidente Nacional Gilberto Kassab, também de excelente tráfego nas política nacional

Esses são somente alguns nomes capazes de fazer lobby para tornar o Brasil e o Rio Grande do Norte seguros novamente.

O que nos falta? VONTADE!

Jaufran Siqueira